domingo, 21 de dezembro de 2014

Contra-tempo

No momento vivo 
entre rosas de plastico
Meu Sol é a lampada do quarto
A floresta meus cabelos
E eu...
... eu, alguém que um dia deseja ser lembrado

Meu tempo é contado inverso
[Contra-tempo]

Me alimento dos restos ilusórios
de alguém que já partiu..

Eu e eu
Sou feita de sonhos
e realidade
Da utopia da Humanidade
Do segredo infinito da Alma

De 12/04/2011

S/T

E insisto olhar por mais um instante
Pro vazio dessa dor
que me consome...

E insisto em rir por mais um segundo
Desta ausência dolorosa 
que presente se faz...

E insisto porque 
faz parte da vida
Rir... (Enquanto desejo chorar)

Viver enquanto 
a morte vem até mim

Insistir enquanto a inércia 
me persegue.

Escrever enquanto as mãos
não podem arrancar do intimo de minha'lma
a dor

(2011)
 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Subentendido

E avisei tanto sobre o subentendido
Que da ultima vez não havia sobrevivido
Sorte hoje,
poder lhe dizer.

E avisei tanto sobre o tempo perdido
sobre o quanto havia sofrido
quisera eu todo o passado esquecer.

Logo, não traga flores,
cujo perfume não queira que eu sinta
Logo, não traga a presença de um ser vazio,
que sisma em me completar.


domingo, 9 de novembro de 2014

a- Mar

E então, decidi olhar mais um pouco para o mar que encontrei  
Depois de caminhar no deserto;
Azul como o céu, porém não era transparente como o ar que respiro e a água  que bebo;
Um mergulho eu daria, estava  tudo certo.
Algo no mar convidava-me imensamente a entrar 
Mais forte que o medo das profundezas Mais forte  que o pavor de me afogar  
Uma forte ventania  impulsionou-me a agir, quem no mundo hoje em dia, teria medo de mergulhar ali?


Joguei-me com intensidade  na parte que escolhi, 
Quisera eu por um instante, saber nadar e poder fugir. 
Mar mais raso e imundo, nunca na vida eu vi. Quase morri...

domingo, 2 de novembro de 2014

Tu que me assombra

Tu que me assombra
No quarto
Na cama
No sono
No sonho
No meu levantar...


Tu que invade o meu dia
A minha alegria
Que me faz gozar
Quem és tu?
Que me ama
...me odeia
...me usa
...me ignora
...me faz refém
Mas que me adora

Quem és tu?
Que faz-me ter pesadelos
Secretos segredos, num simples ato: de lembrar.






sábado, 1 de novembro de 2014

My mouth

Minha boca morta
Se entorta e xinga 
minha boca morta 
Se abre, se afoga 
Te invade
Te abate 
Minha boca morta,
 que come,e engole - estas ideias loucas,
 ideias de vida (ou de morte?)

Escolhas

Numa breve conversa, diante de nuvens cinzas que se aproximavam
Trazendo consigo a chuva, conhecida como "lava almas" 
A palavra "escolha" fez -se presente diante de nós...
O assunto era sério, mesmo ao parecer descontraído. 


Pudera eu, nunca ter percebido?
-As escolhas que fiz, levavam-me ao céu, ou ao abismo?
Pudera eu nunca ter entendido?
Amor é amor, o resto fica subentendido 



First Words

Primeiras palavras...não aquelas que dizemos no início de nossas vidas, não essas. No entanto,sempre vivemos de inícios( meios e fins também).

Quantas vezes nos deparamos com inícios inesperados e fins já previstos? 

Quantas vezes os fins já nos levaram a inícios ( e recomeços incríveis)? 
Quantas vezes o fim, veio antes mesmo de qualquer início ?
Quantas vezes?